• Clínica Leprevost

CONTRACEPTIVOS E SEXUALIDADE

Muito se questiona quanto à influência que os contraceptivos orais (CO) poderiam ter sobre as funções sexuais. Utilizando apenas o site de busca Pubmed para os últimos 10 anos, podemos achar mais de 600 resultados de pesquisa nesse tema. Milhões de mulheres em todo o mundo usam CO, geralmente começando na puberdade, muitas vezes para regular a menstruação ou “tratar a pele”. Nessa fase seus cérebros estão em um estágio crucial de desenvolvimento. Os hormônios modulam os principais comportamentos socioemocionais e os sistemas cerebrais, podendo influenciar as funções sociais, mas nessas meninas são desde cedo substituídos por hormônios sintéticos, que a privam da ação dos seus próprios hormônios, como se estivessem em um estado de menopausa química. -Artigos nos mostram que, no geral, o perfil de função sexual (PFS) nos domínios como desejo sexual, excitação e prazer são significativamente alterados com os COs. Observamos essa realidade na prática do consultório, onde os domínios orgasmo e a capacidade de resposta podem estar preservados, mas a motivação para iniciar a atividade sexual está com frequência diminuída. A mulher fica sem energia para muitas de suas atividades (inclusive atividade física). -Estudos mostram que o abandono de uso dos CO se deve ao ganho de peso, inchaço, impacto no comportamento sexual (desejo sexual), ansiedade, suscetibilidade ao estresse, mudanças de humor, depressão e aumento da irritabilidade. O ganho de peso é realmente facilitado e o ganho de massa muscular dificultado. -Além de bloquear a produção ovariana dos esteroides sexuais, testosterona e estradiol, os COs aumentam a produção pelo fígado de SHBG, que se liga principalmente à testosterona provinda das suprarrenais, fazendo com que a mulher fique com pouca testosterona livre. -Os estrógenos naturais (e não o etinilestradiol presente na maior parte dos COs) são também essenciais para a lubrificação vaginal adequada. -O risco de disbiose vaginal em mulheres que usam CO favorece o aparecimento de infecções que perturba a vida sexual. As células da mucosa vaginal necessitam do estradiol para produção do glicogênio, essencial para a sobrevivência da flora vaginal adequada

+ Embora seja sabido que os COs podem causar disfunção sexual em mulheres, atualmente não há recomendação por parte das sociedades médicas para rastrear a função sexual antes e após o início dos COs, ficando esse aspecto esquecido pelos ginecologistas.

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