• Clínica Leprevost

ANTICONCEPCIONAIS TRATAM OVÁRIOS POLICÍSTICOS?

Atualizado: Jun 26

A síndrome dos ovários policísticos é uma condição genética que geralmente se manifesta pela exposição a fatores ambientais, como microbiota intestinal, toxinas, dieta, falta de atividade física e exposição fetal a andrógenos. Dentre as várias anormalidades bioquímicas, parece que o defeito primário é a RESISTÊNCIA INSULÍNICA nos tecidos muscular e adiposo, ocorrendo hiperinsulinemia compensatória. Os ovários são sensíveis à insulina que, aumentada, estimula a produção androgênica. A resistência insulínica ocorre em 50-75% das mulheres com SOP e mesmo nas magras com SOP, 30-40% sofrem de hiperinsulinemia. Os contraceptivos orais (COs) podem aliviar os sintomas na SOP, mas sem tratar a base do problema. Além disso: • Há evidências de que a administração contínua de Etinilestradiol e Drosperinona (Elani 28 foi o primeiro) pode levar à hiperinsulinemia, devido ao aumento da secreção e a redução da degradação da insulina (clearence), o que possivelmente leva à regulação negativa da subunidade β (Irβ) do receptor de insulina hepático. • Um trabalho comparou COs contendo acetato de ciproterona ou desogestrel na sensibilidade à insulina em adolescentes com síndrome dos ovários policísticos (SOP). Concluiu que o primeiro resulta em alterações desfavoráveis da sensibilidade à insulina. Além disso, o acetato de ciproterona está associado a um aumento da secreção de insulina e hiperinsulinemia. • Hiperglicemia tem sido associada a contraceptivos orais contendo altas doses de estrogênio. • Nas mulheres com SOP, o uso de COs está associado a alterações significativas no perfil lipídico, incluindo elevação dos triglicerídeos e no LDL (“colesterol ruim”). • COs podem ajudar no ganho de peso, que é uma das bases do desenvolvimento e da piora da resistência insulínica, que tem como consequência a inflamação. O tratamento da SOP deve ser ativo, prevenindo os possíveis agravos futuros com o risco maior de doenças crônicas, como as cardiovasculares e o diabetes mellitus, por exemplo. Medidas gerais, como avaliação dietética, atividade física e tratamento da resistência insulínica devem ser a base.

Os tratamentos com contraceptivos podem trazer alivio dos sintomas, mas podem agravar as condições clínicas.

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