A medicina oriental e a “medicina popular” se desenvolveram milênios antes da medicina ocidental. E é interessante como essa nossa medicina ocidental, cartesiana, simplesmente as ignorou. Deixamos de lado todos os “remédios “ que a natureza nos forneceu em detrimento de drogas químicas, sintéticas, que muitas vezes nos tornam dependentes e sustentam um sistema de medicina baseada na indústria farmacêutica e seu lucro.
Também não estou dizendo que estes medicamentos não têm seu valor e seu espaço, quando bem indicados e dosados. Bons exemplos são os antibióticos, a quimioterapia, entre outros.
Mas por que também não se utilizar dos conhecimentos milenares? Por que não unir forças em prol da melhora da qualidade de vida das pessoas? Dos pacientes? E a um custo bem mais acessível?
Pensando nisso e em busca de novas alternativas e possibilidades para os meus pacientes, para mim e minha família, iniciei uma pós-graduação em Fitoterapia Clínica pelo - Instituto de Pesquisas Ensino e Gestão em Saúde (IPGS), que já estou concluindo.
Fui aprimorar meus conhecimentos porque, durante a faculdade de medicina, não temos uma aula sequer sobre o assunto! E a imagem que fica para nós, alunos, é a de que os fitoterápicos não funcionam, que teriam apenas efeito placebo. Ledo engano! Os fitoterápicos funcionam sim, quando bem indicados e pelo tempo correto, têm indicação precisa, dose, perfil de toxicidade e até interação medicamentosa com outras drogas. Porém, são vendidos sem receita, como “ remedinhos naturais” e a maioria de nós, médicos, nem fica sabendo do que se trata.
Estou finalizando o meu TCC com o tema “ Fitoterapia e o Câncer de Mama” e nos próximos textos publicarei algumas das conclusões sobre a extensa revisão de literatura que fiz sobre o assunto.