A metade da gestação é um período propício para diversos diagnósticos. Em função do completo desenvolvimento físico e do tamanho do feto que ainda permitem uma adequada busca e visualização das diversas estruturas, é nesta fase que se faz o exame chamado de Ecografia Morfológica Fetal. Este exame é constituído por uma avaliação detalhada da anatomia fetal e pela busca de marcadores que possam levar à suspeita de doenças genéticas. São feitas as medidas biométricas tradicionais do feto, como se faz em todo exame ultrassonográfico, e também as medidas complementares e a descrição em detalhes de toda a morfologia fetal. É um exame mais demorado que o habitual, levando em média de 20 a 40 minutos, na dependência das condições maternas, posição do feto e se alguma anomalia é detectada.
No entanto, por melhor que seja a formação do profissional, nenhum exame é capaz de detectar 100% dos problemas, mesmo que ele seja feito da melhor forma possível. Muitas alterações na anatomia fetal são sutis e alguns problemas podem aparecer com o desenvolvimento da gestação. Por exemplo: alterações funcionais nos órgãos, que não se traduzam por alterações anatômicas, muitas vezes são impossíveis de serem diagnosticadas. Isso também se aplica a problemas neurológicos.
Nessa fase da metade da gestação também é uma boa oportunidade de se avaliar o risco para prematuridade através da medida do colo uterino por via vaginal. É um exame complementar rápido e simples, que permite a prevenção de prematuridade através da indicação de medicamentos específicos, como a progesterona, por exemplo.
Outro exame que é importante neste período é a avaliação do fluxo das artérias uterinas através da Dopplervelocimetria, que pode indicar o risco de desenvolvimento de pré-eclampsia precoce (hipertensão da gestação). Esse exame, aliás, já pode e deve ser realizado no 1º trimestre, para que medidas preventivas possam ser adotadas.

1.Cervical length and obstetric history predict spontaneous preterm birth: development and validation of a model to provide individualized risk assessment
E. CELIK*, M. TO*, K. GAJEWSKA*, G. C. S. SMITH† and K. H. NICOLAIDES* on behalf of The Fetal Medicine Foundation Second Trimester Screening Group *Harris Birthright Research Centre for Fetal Medicine, King’s College Hospital, London and †Department of Obstetrics and Gynaecology, Cambridge University, Cambridge, UK

2.Competing risks model in screening for preeclampsia by maternal characteristics and medical history
David Wright, PhD; Argyro Syngelaki, RM; Ranjit Akolekar, MD; Leona C. Poon, MD; Kypros H. Nicolaides, MD