ORGASMO E ANORGASMIA

O orgasmo tem uma forte relação com o desejo sexual. Um reforça o outro, e a ausência de um podem prejudicar o outro. O orgasmo pode ocorrer se o clitóris for estimulado de forma efetiva. Isso pode ser feito durante a penetração vaginal, no sexo oral, no coito anal ou pela masturbação, seja feita pela própria mulher ou pelo (a) parceiro (a).
Apesar de algumas mulheres terem preferência pelo estímulo na penetração, este não é o único fator que pode levá-las a atingir o orgasmo. Algumas mulheres, inclusive, acham impossível o orgasmo ocorrer na penetração vaginal, mas conseguem atingi-lo por outros estímulos no clitóris.
O orgasmo é uma sensação de prazer intenso, com contrações fortes na região dos genitais, seguida de uma sensação de relaxamento. Cada pessoa tem seu próprio orgasmo e a intensidade deste pode variar devido ao tipo de estímulo, condições do ambiente, relaxamento, aspectos físicos e psicológicos.
A anorgasmia é definida como uma inibição persistente ou recorrente ou a ausência de orgasmo após uma fase normal de excitação sexual. As causas da Anorgasmia podem ter diversas causas, tais como: estimulação física inadequada, problemas no relacionamento físico ou emocional do casal, descompasso no ritmo dos parceiros, tratamentos cirúrgicos que alterem a sensibilidade local ou até mesmo o medo de perder o controle. Problemas orgânicos, como o pós-parto e a menopausa, ou distúrbios psíquicos, como depressão e ansiedade, que causem transtornos do desejo sexual, também podem afetar o clímax
Estudos mostram que cerca de 20 a 30% das mulheres têm incapacidade de atingir o orgasmo durante a relação sexual. No entanto, muitas mulheres, mesmo sem atingir esse clímax durante o sexo, relatam ter uma vida sexual satisfatória. Mas se a ausência do orgasmo é algo que causa insatisfação, pode haver um distúrbio e isso merece tratamento. A anorgasmia pode causar sensação de incompetência, de inferioridade, de frustração, e a mulher pode sentir-se mal pela ausência da sensação de liberação que o orgasmo proporciona.
Em terapia sexual existem técnicas gerais e técnicas específicas que podem ajudar à mulher a buscar o caminho. Além disso, uma relação romântica e com criatividade motiva o envolvimento nas relações físicas e leva à maior satisfação sexual. Conflitos no relacionamento levam à angústia, causam dificuldade de concentração no ato sexual e dificultam o prazer. Relacionamentos saudáveis e com diálogo facilitam o prazer. Cultivar boas relações e conversar muito com seu parceiro podem ser bons caminhos para uma relação prazerosa.

IMPLANTES HORMONAIS E OUTRAS VIAS UTILIZADAS EM TERAPIA HORMONAL

Entenda as diferentes formas de administração de medicamento nos tratamentos de reposição hormonal.

A administração de um medicamento pode ser realizada por uma variedade de vias. A escolha dessa via depende do tipo de droga e de fatores relacionados ao paciente, como por exemplo, a necessidade de rapidez de ação, a própria ação que se deseja, a natureza e quantidade da droga a ser administrada, além das condições clínicas do paciente. Podem-se dividir as vias em parenteral e enteral. As vias parenterais incluem as injeções, as vias transdérmica e transmucosa e os implantes subcutâneos, ou seja, tudo o que não é absorvido pelo aparelho digestivo. As vias enterais são as drogas de uso retal e oral. Vamos falar aqui somente de algumas vias.

As vias de administração possuem vantagens e desvantagens. Na via enteral, por exemplo,a absorção da droga varia, e isto pode tornar-se um problema se o efeito terapêutico não for atingido ou se estiver muito próximo da toxicidade. Também pode ocorrer irritação da mucosa. O principal problema dessa via, no entanto, pode ser o metabolismo pelo fígado antes da substância alcançar o seu local de ação. O processo é conhecido como primeira passagem, isto é, o medicamento passa, a partir do aparelho digestivo, pelo fígado, antes de atingir qualquer outro órgão.

As vias transdérmica (administrado na pele) e transmucosa (administrado intra-vaginal ou em outro tipo de mucosa) têm sido muito utilizadas na formulação da chamada terapia hormonal, com formulações que contém os hormônios considerados bioidênticos àqueles produzidos pelo organismo. Também se utilizam outras drogas as quais têm melhor efeito por via não parenteral, como a Gestrinona, da qual falaremos mais adiante. Como as preparações utilizam técnicas de manipulação (farmácia magistral) as doses podem ser individualizadas. Hoje dispomos de veículos que garantem uma excelente absorção pela pele e a correção do PH permite sua utilização por via vaginal.

Os implantes hormonais são pequenas hastes onde são depositados diferentes tipos de hormônios.  Os estudos dessa técnica começaram há mais de 40 anos com o Dr. Elsimar Coutinho na Bahia e alguns hormônios sintéticos (esteroides) usados no mundo todo foram desenvolvidos por ele. Especificamente na empresa fundada pelo cientista são produzidos implantes não absorvíveis. São utilizados pequenos tubos de silicone semipermeáveis que medem entre 4 e 5 cm, onde é depositado o medicamento. A liberação para a corrente circulatória é gradual ao longo de 6 meses a 1 ano, na dependência de qual substância se está utilizando. Estão disponíveis as drogas Gestrinona, Testosterona, Levonorgestrel, Estradiol, Nestorone e Nomegestrol – que servem para diferentes finalidades. As principais são o tratamento da endometriose, da tensão pré-menstrual, dos sintomas relativos à menopausa e a contracepção. Implantes com Testosterona também podem ser utilizados em homens no caso de deficiência deste hormônio.

Há uma outra empresa, que produz implantes absorvíveis, com custo menor, no entanto, há dificuldade em se conseguir obter a estabilização do efeito do medicamento. Nesse caso o tempo de ação fica restrito, e de certa forma imprevisível, entre 3,5 e 6 meses. Nesse caso geralmente ocorre a suplementação pela via transdérmica, até que se conclua que os implantes têm que ser repostos. Mas isto não chega a ser um empecilho para a utilização desse método e muitas pacientes se adaptam. Essa mesma empresa formula outros produtos adicionais na forma de implantes (como metformina, progesterona bioidêntica e hidrocortisona, por exemplo) que podem ser usadas como coadjuvantes ou em outras situações específicas.

Há uma certa polêmica em torno da droga Gestrinona que é excepcional nos casos de endometriose e em alguns casos de mioma, além de ter ação contraceptiva.  Ocorre que a sustância tem como efeito colateral benéfico o ganho de massa muscular, além de massa óssea e certa redução da lipodistrofia ginóide (conhecida como “celulite”). Por esse motivo, uma personagem conhecida da mídia a apelidou de “chip da beleza”. Não consideramos esse termo adequado, pois não se trata de um chip e o objetivo não é a beleza. Além disso, mulheres com sobrepeso, que não têm uma alimentação adequada e que não fazem atividade física, certamente irão se decepcionar com o efeito do fármaco, podendo até mesmo ter ganho de peso.

Somente médicos credenciados e devidamente treinados pelos fabricantes dos implantes estão aptos a indicar e aplicar os mesmos.